45,5% dos alunos que precisam de atendimento especial não contam com esse recurso na escola
- Flavia Krieger
- 13 de jan.
- 2 min de leitura

A inclusão escolar no Brasil avançou no acesso, mas ainda enfrenta um desafio estrutural importante: a falta de profissionais qualificados para sustentar a inclusão no cotidiano escolar.
De acordo com dados do Instituto Pensi, 45,5% dos alunos que precisam de atendimento especial estão matriculados em escolas que não oferecem esse recurso.
Esse número revela um problema que vai além da matrícula: a inclusão, quando não é acompanhada de estrutura e formação adequada, tende a se fragilizar.
Inclusão não se resume à presença em sala de aula
Estar matriculado em uma escola regular não garante, por si só, aprendizagem, participação e desenvolvimento.
Sem apoio adequado, muitos estudantes com deficiência ou TEA enfrentam barreiras pedagógicas, sociais e funcionais que comprometem seu percurso escolar.
Nesse cenário, surgem dois papéis fundamentais para a efetivação da inclusão:
Acompanhante Escolar (AE)
Profissional de Apoio Escolar (PAE)
Quando bem definidos e corretamente formados, esses profissionais contribuem diretamente para a permanência, a participação e a aprendizagem dos estudantes.
Qual a diferença entre AE e PAE na prática escolar?
O Acompanhante Escolar (AE) atua no apoio ao processo de aprendizagem, auxiliando na mediação pedagógica, na adaptação de estratégias e na construção da autonomia do aluno, sempre em articulação com a escola e com o Plano Educacional Individualizado (PEI).
Já o Profissional de Apoio Escolar (PAE) oferece suporte funcional e de cuidado, conforme previsto em lei, garantindo acesso, segurança e participação do aluno no ambiente escolar — sem substituir o professor ou realizar intervenções pedagógicas.
Quando essas funções não estão claras ou não são bem formadas, surgem problemas recorrentes:
sobrecarga de professores
atuações improvisadas
conflitos de função
fragilização do processo inclusivo
Por que a formação é o ponto central da inclusão?
A presença de AE e PAE, sem formação adequada, não resolve o problema — e pode até ampliá-lo.É a formação técnica, ética e legal que diferencia uma atuação estruturada de uma solução paliativa.
Formações qualificadas permitem:
clareza de função e limites de atuação
alinhamento com a legislação vigente
integração com o projeto pedagógico da escola
maior segurança para a gestão escolar
melhores resultados para os estudantes
Em outras palavras, a formação transforma a inclusão em política institucional, e não em responsabilidade isolada de um único profissional.
Novas formações em AE e PAE: uma resposta à realidade das escolas
Diante desse cenário, lançamos nossas formações em Acompanhante Escolar (AE) e Profissional de Apoio Escolar (PAE), desenvolvidas para atender às demandas reais
das escolas, das redes de ensino e dos profissionais que atuam com inclusão.
📅 Lançamento oficial: 26 de janeiro
As formações foram estruturadas para apoiar:
profissionais que desejam atuar com segurança e responsabilidade
escolas que buscam fortalecer sua política de inclusão
gestões que entendem que inclusão exige preparo e decisão institucional
Inclusão se constrói com estrutura, não com improviso
O dado de que 45,5% dos alunos que precisam de atendimento especial não contam com esse recurso na escola não fala sobre falta de intenção.
Ele revela a ausência de estrutura, formação e planejamento.
Investir em formação é investir em inclusão sustentável, em trajetórias escolares mais justas e em uma escola que realmente atenda à diversidade dos seus alunos.👉
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