Aluno com desenvolvimento neurodivergente que agride colegas: como a escola deve agir?
- Flavia Krieger
- 23 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Situações de agressividade envolvendo alunos com desenvolvimentos neurodivergentes são um dos maiores desafios enfrentados por escolas que buscam uma inclusão efetiva.
Quando não há preparo técnico, esses episódios geram insegurança, desgaste da equipe e, muitas vezes, decisões equivocadas que comprometem o processo educacional.
Este artigo apresenta orientações práticas e baseadas em manejo comportamental, com foco na atuação da escola e do professor, sem recorrer à punição ou exclusão.
A agressividade como comportamento, não como rótulo.
Antes de qualquer intervenção, é essencial compreender que a agressividade não define o aluno. Trata-se de um comportamento que surge, geralmente, diante de:
dificuldade de comunicação;
sobrecarga sensorial;
frustração diante de demandas acadêmicas;
baixa capacidade de autorregulação emocional.
Quando a escola interpreta a agressão apenas como indisciplina, perde a oportunidade de intervir de forma eficaz.
O que o professor deve fazer no momento da agressão?
A atuação do professor no momento da crise é determinante para evitar a escalada do comportamento.
Boas práticas incluem:
intervenção imediata e segura;
aproximação calma, com linguagem objetiva;
fala curta, firme e sem julgamento;
proteção dos demais alunos sem exposição do estudante.
O objetivo inicial não é ensinar, mas conter e regular.
Regulação emocional: etapa indispensável.
Crianças com desenvolvimentos neurodivergentes desregulados não conseguem aprender ou refletir sobre o que aconteceu.
Após afastar o aluno do estímulo desencadeador, o professor deve:
conduzi-lo a um espaço previamente combinado;
oferecer estratégias de regulação corporal, como respiração guiada, pressão profunda (quando aceita) ou uso de objetos reguladores;
aguardar sinais claros de reorganização emocional.
Somente após essa etapa é possível avançar.
Ensinar alternativas ao comportamento agressivo.
A agressão não deve ser apenas interrompida — ela precisa ser substituída por um comportamento funcional.
Após a crise, o professor deve:
nomear a emoção vivenciada;
apresentar de forma clara o comportamento esperado;
ensinar frases ou sinais simples, como: “Quando você ficar bravo, me peça ajuda.”
Esse ensino precisa ser repetido, modelado e reforçado ao longo do cotidiano escolar.
Antecipação e prevenção: o papel da escola.
A prevenção é uma das estratégias mais eficazes no manejo comportamental.
Entre as ações preventivas estão:
avisar mudanças de rotina com antecedência;
oferecer escolhas possíveis;
combinar sinais de pausa;
ajustar demandas acadêmicas quando necessário.
Prevenir não significa facilitar excessivamente, mas organizar o ambiente para favorecer a autorregulação.
Por que a escola precisa de protocolos claros?
A ausência de protocolos gera respostas inconsistentes, o que tende a manter ou intensificar o comportamento agressivo.
Escolas eficazes em inclusão contam com:
orientações padronizadas para professores;
registros sistemáticos dos episódios;
comunicação estruturada com a família;
formação continuada da equipe.
Inclusão sustentável é resultado de processo, não de improviso.
Como a TEAlliance apoia escolas e redes de ensino?
A TEAlliance atua na capacitação de escolas, coordenações e professores por meio de:
formação prática em manejo comportamental;
construção de protocolos institucionais;
suporte técnico para situações complexas;
fortalecimento da cultura inclusiva com segurança jurídica e pedagógica.
Sua escola está preparada para lidar com situações de agressividade de forma técnica e humana?
Conheça a TEAlliance e avance na inclusão com estratégia! 🌻



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