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Hiperfoco x Hiperfixação: entenda a diferença e o impacto na inclusão escolar


Os termos hiperfoco e hiperfixação são frequentemente utilizados quando falamos de neurodivergência, especialmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e no TDAH.


Apesar de parecerem semelhantes, eles não significam a mesma coisa — e compreender essa diferença é essencial para uma inclusão escolar efetiva.


Na prática pedagógica, a forma como esses comportamentos são interpretados influencia diretamente o planejamento, as intervenções e o desenvolvimento do aluno.


O que é hiperfoco?


O hiperfoco é um estado de atenção intensa e profunda direcionada a uma atividade, tema ou interesse específico.


Durante esse período, a criança pode demonstrar alto nível de concentração, engajamento e produtividade, muitas vezes perdendo a noção do tempo.


Quando bem direcionado no contexto escolar, o hiperfoco pode se tornar um importante aliado da aprendizagem, favorecendo o aprofundamento de conteúdos, o desenvolvimento de habilidades e a motivação do aluno.


O que é hiperfixação?


A hiperfixação, por sua vez, vai além de um interesse intenso.


Trata-se de uma fixação persistente e, em alguns casos, rígida por determinado tema, objeto ou atividade.


Na rotina escolar, a hiperfixação pode dificultar transições, ampliar frustrações e impactar a flexibilidade cognitiva e emocional da criança, especialmente quando não há mediação pedagógica e emocional adequada.


Por que diferenciar hiperfoco e hiperfixação é tão importante?


Confundir hiperfoco com hiperfixação pode gerar dois problemas comuns na inclusão escolar:

  • interesses legítimos serem tratados como comportamentos inadequados

  • sinais importantes serem negligenciados por falta de leitura técnica


Ambas as situações comprometem a aprendizagem, aumentam o risco de crises e sobrecarregam professores e equipes pedagógicas.


Por isso, a inclusão não pode se basear apenas em boa intenção. Ela exige clareza conceitual, formação continuada e decisões pedagógicas conscientes.


Inclusão escolar vai além do controle de comportamento


Uma prática inclusiva efetiva não busca apenas controlar comportamentos, mas compreender sua função.


Entender o que está por trás do hiperfoco ou da hiperfixação muda completamente:

  • o planejamento pedagógico

  • as expectativas em relação ao aluno

  • os resultados de aprendizagem e desenvolvimento


Intervenções intencionais, baseadas em evidências, favorecem autonomia, regulação emocional e participação real do aluno no contexto escolar.


O papel da formação profissional na inclusão


A formação adequada permite que professores, coordenadores e gestores desenvolvam um olhar mais técnico e sensível sobre o comportamento infantil, especialmente no contexto do autismo e da educação inclusiva.


Na TEAlliance, acreditamos que a inclusão escolar se constrói com conhecimento técnico, leitura de contexto e atuação interdisciplinar, apoiando escolas e redes de ensino na implementação de práticas inclusivas consistentes e sustentáveis.


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Acesse nossos conteúdos e descubra como transformar conhecimento em prática pedagógica no dia a dia escolar. 


 
 
 

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