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Tenho um aluno com dificuldade de aprendizagem, mas sem laudo. O que devo fazer?

Ter um aluno com dificuldade de aprendizagem sem laudo é uma realidade frequente nas escolas brasileiras. Professores, coordenadores pedagógicos e equipes escolares se deparam diariamente com essa situação e, muitas vezes, a dúvida é a mesma: posso agir sem um diagnóstico formal?


A resposta é clara: sim, deve agir.


A ausência de laudo não suspende o direito à aprendizagem, nem isenta a escola de sua responsabilidade pedagógica. Pelo contrário, exige uma atuação ainda mais intencional, organizada e fundamentada.


Neste artigo, você vai entender o que a legislação orienta, qual é o papel da escola e quais passos práticos devem ser seguidos quando um aluno apresenta dificuldade de aprendizagem sem diagnóstico formal.


Dificuldade de aprendizagem não é sinônimo de diagnóstico


Antes de tudo, é importante diferenciar alguns conceitos.


A dificuldade de aprendizagem pode estar relacionada a diversos fatores, como:

  • Barreiras pedagógicas

  • Metodologias pouco acessíveis

  • Ritmos diferentes de aprendizagem

  • Questões emocionais, sociais ou contextuais

  • Falta de mediações adequadas


Já o laudo é um documento clínico, emitido por profissionais da saúde, que identifica uma condição específica.

Ele não define o aluno, nem é o único critério para garantir suporte educacional.


Ou seja: 👉 nem toda dificuldade indica um transtorno, 👉 nem todo aluno com dificuldade terá laudo, 👉 e nenhum aluno deve ficar sem apoio enquanto o laudo não existe.


O que a legislação diz sobre agir sem laudo?

A legislação educacional brasileira é clara ao afirmar que a escola deve garantir acesso, permanência, participação e aprendizagem.

Nenhuma norma estabelece que o laudo seja pré-requisito para:

  • Adaptações pedagógicas

  • Estratégias diferenciadas

  • Apoios educacionais

  • Registro e acompanhamento do aluno

Na prática, isso significa que a escola age com base nas necessidades educacionais observadas, e não apenas em documentos clínicos.


Primeiro passo: observar o aluno de forma sistemática


A observação é o início de todo processo de inclusão bem estruturado.


Ela deve ir além do “o aluno não aprende” e buscar responder perguntas como:

  • Como esse aluno aprende?

  • Em quais situações ele demonstra mais dificuldade?

  • Quais habilidades já estão consolidadas?

  • Como ele responde a diferentes estratégias?

  • Existem barreiras no ambiente, na proposta ou na mediação?


Essa observação precisa acontecer:

  • No cotidiano da sala de aula

  • Em diferentes atividades e contextos

  • Considerando aspectos acadêmicos, sociais e comportamentais


Observar é olhar com intencionalidade pedagógica.


Segundo passo: registrar para fundamentar decisões


Tudo o que é observado precisa ser registrado de forma objetiva.


Os registros pedagógicos são fundamentais porque:

  • Organizam as informações sobre o aluno

  • Sustentam o estudo de caso

  • Dão respaldo técnico às decisões da escola

  • Evitam achismos e intervenções aleatórias

  • Facilitam a comunicação entre os profissionais


Registros bem feitos descrevem:

  • O que foi proposto

  • Como o aluno respondeu

  • Quais adaptações foram realizadas

  • Quais avanços e dificuldades persistem


Sem registro, não há acompanhamento efetivo.


Terceiro passo: intervir pedagogicamente, sem esperar o laudo


Esse é um ponto central: o laudo não é condição para intervir.


A intervenção pedagógica deve acontecer sempre que há barreiras à aprendizagem.


Algumas ações possíveis incluem:

  • Ajustes na metodologia de ensino

  • Diversificação de estratégias didáticas

  • Uso de recursos visuais, concretos ou tecnológicos

  • Adequação do tempo de realização das atividades

  • Flexibilização da forma de avaliação

  • Apoios individualizados ou em pequenos grupos


Essas intervenções não rotulam o aluno. Elas garantem acesso ao currículo e oportunidades reais de aprendizagem.


Quarto passo: dialogar com a família de forma ética e acolhedora


A comunicação com a família é parte essencial do processo.


Esse diálogo deve ser:

  • Claro

  • Acolhedor

  • Baseado em observações e registros

  • Livre de diagnósticos precipitados


A escola deve compartilhar:

  • O que está sendo observado

  • Quais estratégias estão sendo utilizadas

  • Como a família pode apoiar o processo


Quando família e escola caminham juntas, o aluno é fortalecido.


Quinto passo: articular escola, saúde e família


A inclusão escolar se fortalece quando há articulação entre os diferentes contextos da vida do aluno.


A escola:

  • Observa e intervém pedagogicamente

A saúde:

  • Avalia, quando necessário, aspectos clínicos e funcionais

A família:

  • Compartilha informações e participa das decisões

Essa articulação não depende exclusivamente de um laudo, mas de comunicação, registros e objetivos comuns.


Garantir o direito à aprendizagem é responsabilidade da escola


Independentemente da existência de diagnóstico formal, o aluno tem direito:

  • Ao acesso ao currículo

  • À participação ativa

  • Ao desenvolvimento de suas potencialidades


A inclusão não começa no laudo.

Ela começa na prática pedagógica.


Em síntese: o que fazer quando não há laudo?


Diante de um aluno com dificuldade de aprendizagem sem laudo, a escola deve:

  • Observar de forma sistemática

  • Registrar com clareza e objetividade

  • Intervir pedagogicamente

  • Dialogar com a família

  • Garantir o direito à aprendizagem


A escola não espera o laudo para agir. Ela age para incluir.


Como a TEAlliance apoia esse processo nas escolas?


A TEAlliance desenvolveu soluções que apoiam escolas e profissionais em todo o processo de inclusão escolar, organizando:

  • Observações pedagógicas

  • Registros e estudos de caso

  • Planejamento de intervenções

  • Documentação exigida por lei

  • Articulação entre escola, família e saúde


Tudo em uma solução integrada, alinhada à legislação vigente e ao novo decreto de educação inclusiva, reduzindo o tempo gasto com documentos e aumentando a segurança e a assertividade das práticas pedagógicas.


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